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domingo, 31 de outubro de 2010
quinta-feira, 1 de julho de 2010
quarta-feira, 5 de maio de 2010
Flicts
Em 1969 o grande e sensacional Ziraldo publicou seu primeiro livro infantil: Flicts. É a história de uma cor que procura um amigo e/ou um lugar... não vou ser imbecil e não contarei mais detalhes; já vi esse livro online por aí - mas comprem e leiam, pois vale a pena. Acho que todo mundo, não importa a idade, vai se encaixar em algum momento da história.
O fato é que Flicts fez (e faz) tanto sucesso que é reeditado até os dias de hoje. A minha cópia do livro, por exemplo, é da 60ª edição! Só pra constar: Flicts já foi traduzido para vários idiomas e até hoje é referência em literatura infantil.
Em 1980 o cantor, compositor, artista plástico e etc Sérgio Ricardo (genial) fez a trilha sonora da obra. Ele compôs todas as músicas, que contam com o MPB 4 e o Quarteto em Cy. Lindo! E por uma dessas coisas do destino, nessa mesma época meu pai comprou a fita cassete para os meus irmãos mais velhos e, obviamente, ela chegou até mim. Eu conheci a trilha sonora antes de conhecer o livro.
A minha fita está muito bem guardada no armário e sim, de vez em quando eu ouço. E sempre que eu faço isso me vem uma sensação tão boa, mas tão boa, que não tem como descrever, sabe? Lágrimas de emoção e felicidade sempre enchem meus olhos. É uma alegria e uma grande honra poder dizer que isso marcou a época mais feliz da minha vida: minha infância.
O mar é tão inconstante - se o dia é cinza, cinzento é
Como um imenso lago de chumbo - cinza, cinzento é
Muda com o sol, com a chuva - negro, salgado, vermelho é
O mar é tão inconstante - tem tantas cores o mar
Mas para o pobre Flicts as suas cores não dão lugar.
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
Good times
Só porque hoje eles dominaram meus pensamentos.
Miraaanda, Fortuna, eu e Flá - nov.2007
Amo esses três e cada um deles tem um espaço especial na minha vida.
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
Um sonho dourado
Um e-mail de Ricardo Lugó* para meu irmão Eduardo
.
Fosse eu um zeloso servidor público do DNER, mais precisamente do DSCA (Departamento Setorial de Carimbos e Afins) e hoje teria chegado à repartição, puxado a cadeira e ajeitado a plaqueta sobre a mesa com os dizeres "Sequeira -- 3º ASREPRIM (Assessor de Retaguarda Profissional para Impressão de Manuais)".
Em seguida, cumprimentaria Isoldinha, Alaor, Claudete e Romeu, também servidores zelosos (Romeu desde os tempos do Adermarzão), ajeitaria uma almofada no alto da cadeira para apoiar a cabeça, repousaria o Lance sobre a mesa, aberto na página do turfe, que destacaria as façanhas de Black Hurricane, o cavalo possesso, e ressonaria levemente. De tempos a tempos, despertaria sobressaltado, estalaria os beiços, viraria a página do jornal para acompanhar as últimas do pugilismo e voltaria a ressonar.
Mas o que a vida nos reservou é triste e sem sentido. Estamos condenados a ter o sangue dragado pelos grandes acionistas, que nos sugam com canudinhos e, jocosos, ainda sorvem o coquetel vermelho em taça com rodela de laranja de um dos lados e um guarda-chuva colorido do outro.
* Ricardo Lugó é amigo do meu irmão mais velho e, gentilmente, me autorizou a publicar esse texto. Outros textos dele podem ser lidos aqui. Obrigada, Lugó! Você é genial!
Em seguida, cumprimentaria Isoldinha, Alaor, Claudete e Romeu, também servidores zelosos (Romeu desde os tempos do Adermarzão), ajeitaria uma almofada no alto da cadeira para apoiar a cabeça, repousaria o Lance sobre a mesa, aberto na página do turfe, que destacaria as façanhas de Black Hurricane, o cavalo possesso, e ressonaria levemente. De tempos a tempos, despertaria sobressaltado, estalaria os beiços, viraria a página do jornal para acompanhar as últimas do pugilismo e voltaria a ressonar.
Mas o que a vida nos reservou é triste e sem sentido. Estamos condenados a ter o sangue dragado pelos grandes acionistas, que nos sugam com canudinhos e, jocosos, ainda sorvem o coquetel vermelho em taça com rodela de laranja de um dos lados e um guarda-chuva colorido do outro.
* Ricardo Lugó é amigo do meu irmão mais velho e, gentilmente, me autorizou a publicar esse texto. Outros textos dele podem ser lidos aqui. Obrigada, Lugó! Você é genial!
sábado, 26 de dezembro de 2009
Sem palavras
Em junho de 2008 ele me disse: "Você está fazendo o que é certo, Juju! Aproveite a oportunidade, eu também deveria ter feito isso. Faça o que precisa fazer e, quando for a hora, estaremos todos aqui, te esperando."
domingo, 15 de novembro de 2009
Este blog tem um mascote
Com vocês, o querido e fofo Milu!
Isso só foi possível graças à generosidade da minha amiga Olivia Pezzin, que deixou o famoso fox terrier sob a minha tutela por algum tempo.
Obrigada, xuxu! :D
Obrigada, xuxu! :D
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
Muitas coisas
Todo mundo tem alguém como referência na profissão que escolhe, no trabalho que faz, na música que gosta, no jeito que vive.
Pai, mãe e parentes em geral são pessoas um tanto quanto óbvias, e não é sobre eles que eu vou falar agora (apesar de ter muito orgulho dessa cambada também).
Eu sou jornalista, e a minha referência na profissão é o repórter, radialista, apresentador, memorialista e ex-chefe Milton Parron.

Parron, Carla, Eu, Débora e Thais
A foto desfocada, única que achei, foi tirada em setembro de 2006, na festa de aniversário surpresa que fizeram pra mim.
Pai, mãe e parentes em geral são pessoas um tanto quanto óbvias, e não é sobre eles que eu vou falar agora (apesar de ter muito orgulho dessa cambada também).
Eu sou jornalista, e a minha referência na profissão é o repórter, radialista, apresentador, memorialista e ex-chefe Milton Parron.

Parron, Carla, Eu, Débora e Thais
A foto desfocada, única que achei, foi tirada em setembro de 2006, na festa de aniversário surpresa que fizeram pra mim.
Quando resolvi escrever este texto tive um pouco de receio. Não quero que as pessoas achem que estou sendo puxa-saco, baba-ovo, chaleira e qualquer coisa do tipo. Não tenho motivo pra isso, de verdade. Apenas acredito que a gente deve falar para as pessoas o quanto gostamos dela e o quanto elas fazem diferença nas nossas vidas. Desde que a minha vó se foi, em 2005, eu tento colocar isso em prática - muitas vezes sem sucesso, mas bem, eu realmente tento.
Comecei a trabalhar com o Parron em fevereiro de 2006. Eu era novata, não sabia P nenhuma, e confesso que penei muuuuuuito até me adaptar à loucura que é uma redação. Não foi um caminho fácil. Muitas vezes pensei em desistir, e uma vez quase o fiz.
Minha mãe sempre gostou do trabalho do Parron, mas eu sabia muito pouco sobre ele. Me disseram que ele tinha "fama" de bravo e estressado... não vou dizer que é 100% mentira. Haha! Ele é muito exigente, sim, mas é muito justo. Em dois anos e meio de trabalho, tivemos muitas discussões e levei várias broncas... mas agora posso admitir: eu aprendi muito com tudo.
Mesmo durante várias crises minhas, ele me apoiou. Me incentivava a ser uma profissional melhor, uma pessoa melhor. Me dava dicas de como agir perante situações nada favoráveis. Me deu a oportunidade de fazer coisas legais. Graças ao Parron, hoje eu enxergo muito além, tenho um pouco mais de noção desse mundo louco e apaixonante que é o Jornalismo, e tenho certeza que escolhi a coisa certa pra mim.
Claro que ainda tenho um caminho longo a percorrer, mas se não fosse pelo Parron e pela esposa dele, a Débora, uma das pessoas mais maravilhosas e queridas que já conheci, eu nem sei por onde estaria agora.
Então só me resta agradecer, humildemente. Obrigada mesmo. Saber que tenho o apoio de vocês faz com que tudo se torne menos complicado.
Uma coisa que eu nunca mais vou esquecer foi o dia que, logo depois de me dar a maior bronca do mundo, ele disse: "Você está igualzinha a um repórter que eu conheço muito bem... e que se chama Milton Parron".
Um dia, Parron, um dia!
Comecei a trabalhar com o Parron em fevereiro de 2006. Eu era novata, não sabia P nenhuma, e confesso que penei muuuuuuito até me adaptar à loucura que é uma redação. Não foi um caminho fácil. Muitas vezes pensei em desistir, e uma vez quase o fiz.
Minha mãe sempre gostou do trabalho do Parron, mas eu sabia muito pouco sobre ele. Me disseram que ele tinha "fama" de bravo e estressado... não vou dizer que é 100% mentira. Haha! Ele é muito exigente, sim, mas é muito justo. Em dois anos e meio de trabalho, tivemos muitas discussões e levei várias broncas... mas agora posso admitir: eu aprendi muito com tudo.
Mesmo durante várias crises minhas, ele me apoiou. Me incentivava a ser uma profissional melhor, uma pessoa melhor. Me dava dicas de como agir perante situações nada favoráveis. Me deu a oportunidade de fazer coisas legais. Graças ao Parron, hoje eu enxergo muito além, tenho um pouco mais de noção desse mundo louco e apaixonante que é o Jornalismo, e tenho certeza que escolhi a coisa certa pra mim.
Claro que ainda tenho um caminho longo a percorrer, mas se não fosse pelo Parron e pela esposa dele, a Débora, uma das pessoas mais maravilhosas e queridas que já conheci, eu nem sei por onde estaria agora.
Então só me resta agradecer, humildemente. Obrigada mesmo. Saber que tenho o apoio de vocês faz com que tudo se torne menos complicado.
Uma coisa que eu nunca mais vou esquecer foi o dia que, logo depois de me dar a maior bronca do mundo, ele disse: "Você está igualzinha a um repórter que eu conheço muito bem... e que se chama Milton Parron".
Um dia, Parron, um dia!
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